sábado, 26 de março de 2011

ESPELHO




Às vezes me pergunto: quem sou eu?
Aquele que mostro, ou o que sinto?
Estaria eu usando tão facilmente a arte de encenar?
Porque ninguem consegue ver o que vai além da aparência?

Dentro de mim uma voz fala a todo instante.
Ela grita, reclama, resmunga, chora.

Porque ninguem me entende completamente?
Porque nem eu mesmo consigo entender tudo isso?


Eu, sou melhor amigo de mim mesmo; De um eu em constante descoberta.
Um eu tão mutável e repleto de paradigmas.
Mas em contrapartida um eu livre e não-patológico.
Uma parte de mim muito mais concreta que a que se vê. (se é que me entendes)

Seria uma ilusão aquele que vejo no espelho?

Pergunto-me novamente: Quem sou eu?
Respondo-me: Sou o que penso, sinto, quero e faço.

Aquele do espelho? Ah, é só a fantasia que eu uso para contracenar neste espetáculo que é a vida.

DHIOGO FELIPE SANTOS GOMES

terça-feira, 15 de março de 2011

ANGÚSTIA




Basta abrir os olhos para notar que és real.

Basta um piscar de olhos para entender a plenitude da natureza da vida.

Basta respirar fundo para sentir o teu amor que liberta.

e mesmo assim fechamos os olhos para a tua existência.

Perdoe-nos , pois não temos forças contra nossa vilã.

Fortalece-nos, pois é dificil vencer a natureza humana.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Relendo o ler.




Ler !

Atividade essencial para que você passe da Alfabetização, hoje 1º Ano.

Capacidade de captar informações escritas na forma de letras.

Mas, ler não é somente isto.

Ler é viajar por caminhos dantes desconhecidos.

Ler é conhecer, aprender.

Ler é desenvolver senso critico. É criar a partir de uma criação.

Ler constrói pontos de vista, nos faz raciocinar sobre nós mesmos e o mundo em que vivemos.

Ler transforma.

O QUE É O AMOR ?



Eu sempre deduzi o que era o amor.

Os filmes nos mostram.

As novelas cansam de o romantizar alegoricamente com seus protagonistas.

Os livros nos narram as sensações de cada personagem apaixonada.

Os textos cientificos mostram uma enxurrada de comportamentos fisiológicos envolvidos neste sentimento.

Enfim, não dava para pensar direito o que era isso, eu apenas desejava o sentir.

Não esse que sinto por minha mãe desde o nascimento, já que está naturalizado. Mas aquele que todos desejam.

Aquele que tira o ar e o coração treme.

Ja estava demorando!

Até que um dia eu a vi.

Até que um dia eu a senti.

Até que um dia nossos lábios se encontraram.E um turbilhão de coisas sentimentos e sintomas me tomavam por inteiro, como uma magnifica explosão.

Eu ainda não sei o que é o amor, mas algo em mim me dá a certeza de que o sinto.

Cheguei então a mesma conclusão inexplicável que todos chegam: "Amor não se define, se sente."