sábado, 26 de março de 2011

ESPELHO




Às vezes me pergunto: quem sou eu?
Aquele que mostro, ou o que sinto?
Estaria eu usando tão facilmente a arte de encenar?
Porque ninguem consegue ver o que vai além da aparência?

Dentro de mim uma voz fala a todo instante.
Ela grita, reclama, resmunga, chora.

Porque ninguem me entende completamente?
Porque nem eu mesmo consigo entender tudo isso?


Eu, sou melhor amigo de mim mesmo; De um eu em constante descoberta.
Um eu tão mutável e repleto de paradigmas.
Mas em contrapartida um eu livre e não-patológico.
Uma parte de mim muito mais concreta que a que se vê. (se é que me entendes)

Seria uma ilusão aquele que vejo no espelho?

Pergunto-me novamente: Quem sou eu?
Respondo-me: Sou o que penso, sinto, quero e faço.

Aquele do espelho? Ah, é só a fantasia que eu uso para contracenar neste espetáculo que é a vida.

DHIOGO FELIPE SANTOS GOMES

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