Video -Resumo do artigo sobre Idolos Teens
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
Idolos teens e comportamentos
Ídolos
teens como referencial de comportamentos
O
adolescente contemporâneo encontra-se atrelado ao movimento consumista muito
grande tanto manipulado pela mídia e ele busca nos idolos “teens” midiáticos o
conteúdo referencial para seus comportamentos, conteúdo este que lhes dá
credibilidade no olhar contra o mundo adulto, “contra o adulto do qual não se
sente mais descendente, nem solidária” (BAUDRILLARD apud VITELLI,
2005, p 114).
Sobre
isto Vitelli (2005) nos afirma que
“O
que o adolescente tem nos mostrado através de sua aparência, gestos, falas,
dependendo do grupo a qual ele pertence, pode ser um desafio aos cânones
estéticos construídos e apreciados pelo mundo adulto. Muitas vezes esses jovens
se enfeiam, contradizendo desta forma o conceito estético tão arraigado no
mundo adulto.” (p. 130)
O
grupo adolescente então, na busca de uma figura referencial que esteja na
posição de ídolo, adere ao movimento estético e “ideológico” trazido por ele.
Os grupos se formam a partir dos diversos referenciais “ideológicos” que
permeiam as figuras-idolos, mas apesar das diferentes “tribos” todos trazem em
seu conteúdo características que os afastam da norma-padrão adulta e se insere
naquilo em que os adolescentes desejam o diferente.
De
acordo com Lesord apud Gislene (2005) o ídolo pode ser identificado
como uma mistura. Um modelo referencial identificador que diferencia os
adolescentes dos adultos, tendo como função a construção de um laço com os de
sua idade, os pares contra os adultos, mas em contrapartida, também possui uma
ligação com a sociedade em seu conjunto, através das mensagens de valores
transmitidos pelo mesmo.
Logo,
não é certo afirmar que é somente a mídia que coloca os ídolos na posição de
objetos de consumo, e não é um movimento apenas dela que os fazem manter-se na
posição de referencial. Mesmo diante da extrema ligação entre surgimento de
ídolos e consumismo midiático pode-se perceber que ainda assim, para que esse
ídolo seja aceito é importante que ele alcance a atenção de seu publico-alvo
através de suas caracteristicas. Sobre isso Tudor apud Ana Ribeiro
comenta que
“O
maior determinante para a aceitação e ascensão de determinado individuo
enquanto celebridade é o próprio publico. É dessa forma que esta se constitui
um fenômeno de consumo. Cabe à audiência determinar se o candidato à fama deve
ou não alcança-la. Para que esta condição seja admitida, o publico deve
desenvolver em relação à determinada figura algum dos seguintes níveis de
relacionamento:afinidade emocional, auto identificação, imitação ou projeção.” (grifo
nosso) (TUDOR apudRIBEIRO,A. 2007. p.2).
Bob Marley, cantor e ídolo Jamaicano de reggae, exemplo de
influência que ganhou fãs e adeptos devido à sua
ideologia musical que expunha o problema dos pobres e oprimidos e
seus ideais religiosos. Seus fãs, principalmente os jovens tinham nele então a
expressão de seus conflitos emocionais e sociais e a auto-identificação o que
os levava a ouvi-lo e imitar seus comportamentos.
Com
o surgimento do neoliberalismo como fortalecedor do capitalismo “institui-se a
ditadura do consumo, disseminada pelo marketing, travestida de culto à imagem
como forma de construir identidades”.(RIBEIRO, A. 2007. p.5).
Logo,
toda produção humana contemporânea e que envolva mercado de artístico ou
construção de “ideologias” comportamentais e sociais encontra-se amplamente
atrelada ao modo de produção vigente. Com isto “o publico juvenil apresenta-se
extremamente vulnerável ás sugestões consumistas (...) ‘desesperados por
agradar e serem aceitos’ (...) se inspiram em modelos comportamentais
disponibilizados e viabilizados, principalmente no ambiente midiático, como
objetos de consumo e ferramentas para a construção de uma identidade.”.
(RIBEIRO, A. 2007. p.5).
O
fenômeno “moda” então vem com uma conseqüência do referencial trazido pelo
ídolo teen como objeto de exibição e inclusão no mundo dos pares adolescentes,
de acordo com Lesourd apud Gislene (2005) o look “participa da
construção do objeto eu, na diferenciação que ele proporciona, diante do mundo
dos adultos, especialmente parentais, e também na identificação com os
semelhantes, com os pares”. Gislene prossegue afirmando que “os objetos da
exibição na adolescência revelam e indicam algo para o outro da subjetividade
do adolescente”.
Capa
de revista teen feminina que expõe de forma clara o fenômeno da moda entre os
adolescentes e que alem disso trás aderido às suas informações a figura
dos ídolos teens em destaque no momento de sua publicação (Mariana
Rios, atriz de Malhação à época, Banda Strike, Selena Gomes, etc.), alem de
demonstrar o papel da revista como objeto midiático de transmissão de padrões
de consumo.
“Diferentes
dos objetos de consumo, os objetos criados pelo adolescente são também uma
tentativa de reprodução do objeto perdido na infância. As criações artísticas
de adolescentes sejam elas musicais, literárias ou gráficas marcam um lugar no
discurso social na medida em que fazem laço social, seja de um adolescente com
um semelhante ou de um adolescente com um adulto” (GISLENE, 2005)
Percebe-se
aqui então que toda produção adolescente ou que se volta para este público-alvo
traz em seu arcabouço “ideológico” aquilo que é inerente a esta fase.
Características estas utilizadas pela mídia para criar ídolos e mantidas por
eles para continuar como figura referencial. Tais ídolos criam tendências,
instituem artigos da moda e participam ativamente na construção da
identidade em grupos adolescentes. Traz-se aqui então a hipótese de que o ídolo
funciona assim como um espelho social do momento em que surgem.
Concluindo,
o idolo teen reproduz positiva ou negativamente a realidade social vigente. Ou
seja,
Sociedade
consumista, ídolos consumistas, fãs consumistas, reprodução de uma
sociedade consumista.
Sociedade
consumista, ídolos contra-cultura, fãs criticos à cultura vigente, modificações
sutis da sociedade consumista.
Dhiogo
Felipe Santos Gomes.
Publicado também em:
http://artigos.psicologado.com/psicologia-geral/desenvolvimento-humano/o-idolo-teen-como-referencial-comportamental-em-adolescente
É só o começo!
É só o começo!
Posto que o amanhã seja incerto
Percorro um caminho descoberto
Em busca de um apelo por um
Enfim!
Não me refiro à conclusões.
E muito menos a objetivos cumpridos.
Refiro-me ao inicio...
ao brado retumbante de mais um novo começo
Poderia então utilizar um "Era uma vez..."
ou quem sabe com: "certa vez..."
Mas não...
Prefiro o uso de palavras que representem com mais propriedade a significação de seu autor.
Enfim...prefiro Enfim!
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